Já estão escolhidas as 20 startups de turismo que representarão Portugal em feiras internacionais

O Turismo de Portugal selecionou 20 startups, representativas de um universo empreendedor e inovador no setor do turismo, para integrar a presença nacional nas feiras internacionais dos próximos seis meses. Com o objetivo de estimular a inovação, a internacionalização e a cultura empreendedora das empresas do setor, o Turismo de Portugal desafiou as startups do turismo a candidatar-se à participação nas feiras internacionais dos próximos seis meses. De entre um total de 48 candidaturas, o Turismo de Portugal escolheu: a Infraspeak, Hijiffy, SnapCity, Workzebra, Hotelvoy, Farmer Experience, Go2Nature, Tandem Innovation, Helppier, Climber Revenue Strategy, YnnovBooking, Portugal 4all Senses, myportugalforall, Portuguese Table – Experiências Gastronómicas, Marisa Maganinho, Upstream – Valorização do Território, travel&experiences, City Guru, Green Stays e Social Impactrip. Este grupo desenvolve a sua atividade em áreas como a promoção da acessibilidade no turismo, o desenvolvimento de novas soluções de gestão da atividade de alojamento turístico, a utilização da tecnologia na relação com o consumidor, projetos promotores da gastronomia e vinhos de Portugal e propostas inovadoras de animação turística. Estas empresas terão agora oportunidade de marcar presença na WTM – Londres (6-8 novembro), na IBTM – Barcelona (28-30 novembro), Vakantiebeurs – Utrecht (9-14 janeiro), FITUR – Madrid (17-21 janeiro) e ITB – Berlim (7-11 março).

Oito municípios concentraram mais de metade das exportações da região norte

Famalicão, Maia, Guimarães, Gaia, Santa Maria da Feira, Braga, Porto e Viana do Castelo são, por esta ordem, os municípios que mais exportaram em 2016, ano em que as empresas da região venderam para o estrangeiro mercadorias no valor de 20,5 mil milhões de euros. Vila Nova de Famalicão foi o município campeão das exportações da região norte em 2016, seguindo-se no ranking das vendas para o exterior Maia (7,1%), Guimarães e Gaia (6,8%), Santa Maria da Feira (6,4%), Braga (5,4%), Porto e Viana do Castelo (5,1%). Esta é uma principais conclusões do relatório 'Norte Estrutura', divulgado esta terça-feira pela Comissão de Coordenação da Região Morte (CCDR-N). Ainda de acordo com o relatório ,que cruza as tendências e a evolução económica da região a médio e longo prazo, a atividade exportadora em grande parte do território “é meramente residual”, dado metade dos municípios do norte não ter exportado praticamente nada em 2016. “Mais de metade do valor das exportações de mercadorias do norte foi efetuado em oito dos 86 municípios, responsáveis por 51,5% das exportações, situados no litoral da região”, revelou Fernando Freire de Sousa, presidente da CCDR-N. “Não é novidade, nem um resultado necessariamente negativo para o interior”, referiu à Lusa Freire de Sousa, sustentando que a vocação de alguns municípios está mais direcionada para o mercado interno. Para o líder da CCDR-N, relevante é o desempenho da região, que representa 40% das exportações nacionais. Em 2016, as empresas com sede no norte exportaram mercadorias no valor global de 20,5 mil milhões de euros e realizaram importações de 14,7 mil milhões de euros, gerando um excedentário de aproximadamente 5,8 mil milhões de euros, segundo dados provisórios do Instituto Nacional de Estatística apresentados no relatório 'Norte Estrutura'. A CCDR-N aponta ainda para um crescimento médio continuado de 5,9%/ano entre 2013 e 2016, mantendo-se Espanha como principal parceiro comercial da região no mercado internacional de mercadorias. O sector têxtil-vestuário dominou as exportações, responsável por quase um quinto do valor total das vendas para fora do país, seguindo-se a fileira de produtos da indústria automóvel e o sector florestal. Paulo Cunha, presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, sublinha que os números confirmam, “mais uma vez, a forte dinâmica empresarial e a competitividade do território, bem como a capacidade de resiliência dos famalicenses, em particular dos empresários”. Ao Expresso, o autarca recordou que os resultados do documento da CCDR-N não surpreendem, uma vez que o município é já há vários anos o maior exportador do norte e o terceiro maior de Portugal, a que se soma “o feito de ter a segunda balança comercial mais favorável do país”. Paulo Cunha justifica a capacidade exportadora de Famalicão por ser o epicentro de uma fileira industrial completa, principalmente nos sectores têxtil, agroalimentar e da metalomecânica: “Produzir e exportar mais significa mais emprego e traduz um território mais competitivo, impulsionando mais crescimento dentro do município” Eduardo Vítor Rodrigues também reagiu aos dados revelados pela CCDR-N, atribuindo, em parte, o crescente papel de Vila Nova de Gaia nas exportações da região norte ao impulso do município à economia local, “através de um sistema de incentivos fiscais e outras medidas de apoio às empresas que se instalem ou expandem o negócios no concelho”. O presidente da Câmara de Gaia aponta como exemplo de sucesso a iniciativa Go.On - invest in Gaia, um pacote de medidas para atrair investimento e promover a criação de emprego, como o licenciamento zero (isenções nos processos de licenciamento), via verde para o investimento (agilização de processos burocráticos) e reduções fiscais na derrama, na taxa de resíduos sólidos e na taxa de publicidade. "Só assim será possível manter esta tendência e continuar na linha da frente dos municípios mais exportadores da região e do país", refere o autarca em comunicado.