ADENE E APED COLABORAM NA PROMOÇÃO DA ETIQUETAGEM ENERGÉTICA DE SISTEMAS DE AQUECIMENTO

No âmbito do regulamento da etiquetagem energética de produtos e sistemas de aquecimento, em vigor desde Setembro de 2015, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição promoveu, com a colaboração da ADENE, uma sessão para os seus associados, que teve como objectivo fomentar uma boa adopção prática da mesmo, promovendo o debate com os técnicos envolvidos neste tema. Além da etiquetagem de aquecimento foi, igualmente, apresentado na sessão o contexto legislativo da etiquetagem energética, com destaque para a nova proposta de regulamento que está em fase final de discussão e que trará grandes alterações ao mercado. O Manual de Etiquetagem Energética, recentemente lançado pela ADENE, serviu de apoio esta sessão que contou com a presença de vários associados da APED. Foram discutidos diversos temas relativos à etiquetagem, em particular as responsabilidades dos retalhistas no contexto da etiquetagem energética de produtos e sistemas de aquecimento. Desde que esta legislação entrou em vigor, foram desenvolvidas diversas actividades de formação e promoção da nova etiqueta junto de profissionais e consumidores. Esta sessão foi desenvolvida no âmbito do projecto Europeu Label Pack A+, e pretendeu ser uma introdução ao tema da etiquetagem energética, tendo como objectivo fomentar o estabelecimento de parcerias com os associados da APED para a organização de futuras sessões de formação. A APED é um dos membros da Plataforma de Stakeholders Nacional do projecto Label Pack A+ com a qual tem colaborado activamente.

Exportações de cerâmica subiram 20% em quatro anos

Os números animam a indústria nacional de cerâmica que conseguiu superar os mil milhões de euros em volume de negócios no ano passado, crescendo assim 36% face a 2012. Um cenário otimista extensível às exportações, que subiram 20%, para 700 milhões, no mesmo período. O setor “vive um momento muito simpático em todos os subsetores”, comentou José Sequeira, presidente da Associação Portuguesa das Indústrias de Cerâmica e Cristalaria (APICER). E, para isso, “contribui a recuperação do mercado da construção e reabilitação, bem como o design, inovação e requinte na área da decoração”. Se as dinâmicas alcançadas “criam ânimo”, José Sequeira também ressalva que é preciso “cautela, porque as feridas recentes da crise deixaram marcas em muitas empresas”. No subsetor da construção, “os dados começam a ser positivos com o arranque de novas obras e ainda com a reabilitação”. É nesta área, que o presidente da APICER refere que “as empresas nacionais são fortes, modernas, evoluídas e inovadoras, capazes de trabalhar para o mercado exterior, os 28 países da União Europeia e ainda China e EUA”. Já no subsetor da decoração, “praticamente, cerca de 90% é para exportação. O requinte da intervenção humana é uma mais-valia”, diz. Além disso, salienta que a indústria respeita “totalmente as regras internacionais de segurança”, ou seja, não utiliza “qualquer matéria prima que possa prejudicar a saúde”. José Sequeira lembra que “Portugal tem um longo know how na cerâmica de excelência. Alguns produtos de algumas empresas são obras de arte, que transmitem emoções, acompanham a moda e a criatividade, contando histórias”. E é um pouco dessa cultura que a associação tenciona levar, de hoje e até quarta-feira, ao mais importante certame de design comercial da América do Norte, a Neocon, em Chicago, com a “Ceramics – Portugal does it better”. “É uma aposta na internacionalização e promoção do setor”, diz José Sequeira, lembrando que o grande produtor é a China. “Mas não é com esse mercado que competimos, quer pela dimensão, quer pelos produtos, os nossos são de alta qualidade”. A cerâmica nacional chega a 163 mercados externos. Os EUA são o 3.º destino das exportações (9,6%), a seguir à França e Espanha. Na cerâmica utilitária e decorativa, são o 1.º mercado