Imobiliário dinamiza Construção

Segundo os dados das Contas Nacionais Trimestrais relativas ao primeiro trimestre de 2017, o setor da Construção está finalmente a recuperar dos mínimos que se registaram no passado recente. Assim, segundo o INE, o Investimento em Construção registou um crescimento, em termos homólogos, de 8,5%, o mais intenso dos últimos 60 trimestres (15 anos). Também o Valor Acrescentado Bruto da Construção evoluiu, em termos homólogos, a uma taxa, +7,4%, o que não se verificava há 66 trimestres consecutivos (16,5 anos), indiciando que, embora mantendo-se o volume de produção em níveis ainda muito anémicos, se está a iniciar um novo ciclo de crescimento da Construção. O mercado imobiliário residencial tem sido, incontestavelmente, um dos responsáveis pela recuperação da atividade do setor da Construção. Verificou-se um crescimento de 59% em 2016 no número de transações de fogos, face ao valor médio apurado no triénio 2012 a 2014, de acordo com os dados disponibilizados pelo INE. Na verdade, de uma média de cerca de 80 mil fogos/ano nesse período, ultrapassou-se os 127 mil fogos vendidos, só em 2016. Deste último total, mais de 83% (105,5 mil fogos) corresponderam a transações de habitações já existentes (não novas), estimulando a atividade no segmento da reabilitação residencial. Em valor a recuperação é ainda mais intensa, tendo rondado os 15 mil milhões de euros em 2016, quase o dobro do valor das vendas apurado quatro anos antes, com o peso do montante das transações de fogos já existentes a representar mais de 77% do total. De notar que a evolução do preço médio por fogo tem revelado comportamentos distintos, entre fogos novos e fogos já existentes, com o primeiro a decrescer ao longo dos três últimos anos (de 165 mil euros/fogo em 2014 para 157 mil euros/ fogo em 2016), enquanto o preço médio dos fogos já existentes tem revelado um crescimento constante (de 86 mil euros/fogo em 2012 para 108 mil euros/fogo em 2016). Esta dinâmica tem arrastado o volume de licenciamento de novos fogos habitacionais, que registou, nos primeiros 4 meses de 2017, um acréscimo de 34% em termos homólogos, depois de uma evolução de +38% em 2016. Este dinamismo do mercado imobiliário é relevante para o bom desempenho do setor da Construção e da economia portuguesa.

Custos de construção de casas abrandam em Maio

Os custos de construção de habitações novas aumentaram 1,7% em Maio. O índice que mede a evolução dos custos de construção de casas novas aumentou 1,7% em Maio, face ao mesmo mês do ano passado. De acordo com os dados do INE, esta evolução representa um abrandamento face ao aumento homólogo de 1,8% registado em Abril. Maio foi assim o segundo mês consecutivo de desaceleração nos custos, já que em Março tinham aumentado 2,1% em termos homólogos. Segundo o INE, a ligeira desaceleração que se verificou, em termos homólogos, dos custos de construção foi determinada pela componente Materiais", que registou uma diminuição de 0,2 pontos percentuais da respectiva taxa, que se fixou em 1,2% em Maio. A variação homóloga do índice da mão-de-obra manteve-se em 2,1%. As variações homólogas dos índices relativos a apartamentos e moradias fixaram-se em 1,7% e 1,8%, respectivamente. Estas taxas também representam um abrandamento de uma décima face ao registado em Abril.